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sexta-feira, 30 de julho de 2010

A estrada da verdade. (Jéssica Martins)


A estrada da verdade.

Homem o eleito de duas faces
Terna tuas duas mãos.

A gota que se espalha ao cair no chão,
Serenos traços e agindo com selvageria
Envolvidos por uma mensagem em branco...
Tentando disputar uma só linha...

É ameno o outono...
Ou viveras o triste inverno?

O santo atende tuas orações...

Em quanto meus olhos alimentavam os rios
Que desagua no seu oriente sem sol.
[...]

Existe?

Não existe a verdade.
Todos estão cegos “aceitando’’”.
Que batam palmas a nossos fracassos...
Que batam palmas a nossos descompassos...
Não!

Sem sangue correndo pelas veias.
Sem pulmão que nos traga suspiros.
Em quanto não houver um coração que bata.
Em quanto não houver sentido.


Constante (Jéssica Martins)

Constante.

Minha alma está perdida nas dores que à distância nos traz.
Ao ter que dizer adeus foi fácil, sua ausência me tirou esse direito.
Não consigo identificar no seu sorriso... Ele me trás dor e angustia.

Eu disse:
-Não acredito que estou deixando sair à pessoa que eu amo por aquela porta!

O que eu devo fazer?
Cada dia eu tento sorrir mais, para a solidão não me afundar.
Não quero só um dia inconstante.
Preciso de você todo momento a cada segundo. Não posso viver se metade da minha alma é você.

Alias eu acho que eu não existo mais.
Não consigo ao menos pedir para que você fique, irá parecer falso.
Será que se eu derramar algumas lagrimas elas podem me afogar?
Diga nas minhas feições que seu coração já não me reconhece mais!
De um jeito de me arrancar dos seus rastros.

Ao menos diga.

Qual pessoa ocupara meu lugar quando eu for embora?
Quem será a luz que trara alegria ao seu rosto coberto pelas sombras?

Vou providenciando imprudências para que meu subconsciente me traga uma cópia de você.

Coloque tudo a perder.
Não olhe o compasso do relógio.
Vivencie uma vez a experiência mais inacreditável de sua vida.
Tenha algo para contar.
Faça-me sorrir, faça-me chorar, faça-me sentir dor, mas me faça sentir você de alguma forma.


Não quero te privar de sua juventude. Mas não deixe que me privem de você!
Ou você vai embora ou eu vou ficar e deixar a escuridão me cobrir.

Vou dar asas à imaginação.
Vou alimentar os meus desejos, vou deixar ser impossível.

Mas para que viver assim?

A dor é uma coisa boa, é uma coisa ruim!

Mas por ela.

Ela me trás a idéia de que foi real.
Que existiu!

Será inconseqüente minha atitude adiante?
Não sei.

Sou uma covarde.
Não enfrento nada por essas ondas que me arrastão para as pedras.

Os mais insanos correm menos perigo de bater a cara, não iram perceber quando a dor vir ao comprimento!

Tem que ser amargo para sentir o gosto.
Tem que ser constante para não existir.
Tem que ser selvagem para me matar de amor.

Tem que ser você para aliviar minha dor!